segunda-feira, 21 de março de 2011

Greve dos Profesores da rede Maranhense continua

Sindicato acusa governo de tentar 'judicializar' greve dos professores
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20 de março de 2011 às 11:57
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Por zermanio almeida




O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Maranhão (Sinproesemma), Júlio Pinheiro, acusa o Governo Roseana de tentar “judicializar e politizar” a greve dos professores, por haver conseguido liminar do desembargador Marcelo Carvalho, que considera ilegal a paralisação da categoria. “Queremos reafirmar que a greve continua. Oficialmente, o sindicato sequer foi notificado. E quando for, vai recorrer e mostrar a incoerência dessa decisão do desembargador Marcelo Carvalho”, garante o sindicalista.

Pinheiro acusa também a Secretaria de Educação do Estado de má vontade no processo de negociação com a categoria e na aplicação do Estatuto do Educados. “Percebe-se uma grande má vontade do governo em aprovar e aplicar um Estatuto do Educador, que inclua os funcionários de escola e siga a Lei do Fundeb”, afirma. Diz ainda que o governo não deseja negociar de verdade com a categoria.

“Desde que a governadora Roseana Sarney assumiu, em abril de 2009, o Sinproesemma procurou reabrir o debate que já travava com o governo sobre as mudanças no Estatuto da categoria. Esse processo foi feito até o segundo semestre do ano passado. Mas o governo empurrou com a barriga e não encaminhou o projeto do Estatuto do Educador à Assembleia Legislativa, muito menos incluiu na previsão orçamentária deste ano. Até mesmo as emendas apresentadas para assegurar foram rejeitadas pela base governista a partir de orientação palaciana. No início deste ano, o governo propôs aprovar a Lei, mas somente aplicá-la a partir de 2012, em quatro etapas anuais. A última proposta foi a de cumprir o novo Estatuto a partir de outubro com reajuste na tabela salarial de 10%. O Sinproesemma defende a aplicação a partir de março deste ano com recomposição de 25% nos salários”, conta

SAÚDE

importância da prevenção do câncer de colo de útero foi destaque na manhã desta sexta-feira, 18, no programa Portal da Assembleia (canal 38, TVN), durante uma entrevista com a farmacêutica-bioquímica Marlurdes de Almeida, da Assembleia Legislativa.


Marlurdes Almeida falou sobre a “Semana da Mulher”, projeto organizado pelo Grupo de Esposas de Deputados do Maranhão (Gedema), no período de 21 a 25 de março, que oferecerá às servidoras do Legislativo Estadual a oportunidade de realizar, no próprio local de trabalho, o exame preventivo do câncer de colo de útero.


As atividades da “Semana da Mulher” serão realizadas em parceria com a subdiretoria de Saúde e Medicina Ocupacional da Assembleia e o Laboratório Central (Lacen). O horário de atendimento, durante os cinco dias da campanha, será das 8 às 16h, ininterrupto.


O câncer de colo de útero é a terceira maior causa de morte entre as mulheres no país, afetando principalmente entre aquelas que têm mais de 30 anos. Marlurdes Almeida destacou a importância de fazer o exame preventivo a cada seis meses.

Comissão de Saúde fará visitas a hospitais da rede pública

Comissão de Saúde fará visitas a hospitais da rede pública
Nice Moraes
Agência Assembleia




A Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa realizará uma série de visitas para verificar in loco a situação do sistema de saúde público no Estado. A declaração foi dada na manhã desta quinta-feira, 17, pelo presidente da comissão, deputado Dr. Pádua (PP), durante entrevista ao programa Portal da Assembleia, da TV Assembleia, que vai ao ar de segunda a sexta às 8h50.


De acordo com Dr. Pádua a atuação da comissão será bastante coordenada, tendo em vista que questões referentes ao sistema de saúde do Maranhão têm sido constantemente debatidas no plenário da Casa. Segundo ele, a intenção é visitar todos os hospitais e Unidades de Pronto Atendimentos – UPAs -, que estão sendo implantadas no estado.


“Nós vamos visitar todos os hospitais do Estado, inclusive as UPAs, que, aliás, é um programa muito bom. Mas, a questão é que elas foram montadas no sistema americano e, nós que vivemos num estado pobre, os municípios não têm condições de manter essas unidades de saúde”, disse Dr. Pádua. Ele frisou que, culturalmente, todo brasileiro gostaria que em seu município tivesse um hospital. Mas, segundo Dr. Pádua, sabe-se que para isso funcionar é muito difícil devido à escassez de recursos. A migração de pacientes sobrecarrega os municípios”.


Dr. Pádua também destacou que ontem, dia 16, aconteceu uma reunião entre os membros da comissão de Saúde, formada por ele, a vice Valéria Macedo (PDT); Carlinhos Florêncio (PHS); Vianey Bringel (PMDB); André Fufuca (PSDB); Antônio Pereira (DEM); e Marcelo Tavares (PSB), onde ouviram explanações de um técnico da Secretaria de Estado da Saúde, sobre o funcionamento do sistema SUS.


Dentre as discussões também foram expostas questões referentes aos agentes comunitários de saúde, além da situação dos hospitais do Maranhão. “O que nós achamos é que colocar todos os hospitais para funcionar é difícil. O que deve ser feito é criar as regionais para atender a população do nosso estado”, assinalou Dr. Pádua.


INTERIOZAÇÃO


O parlamentar afirmou ainda que a interiorização da saúde precisa ser reavaliada, pois tanto a saída de pacientes do Maranhão para o Piauí, como do Pará e Tocantins, para a região tocantina compromete o atendimento eficaz para a população. “Existe um pacto entre os estados que precisa ser reavaliado. As unidades da região tocantina estão sobrecarregadas; se a verba fosse somente para o atendimento no Maranhão, estaria tudo resolvido, acontece que ainda temos que atender pacientes de outros estados”.


MAUS TRATOS


Outra questão que também vai ser acompanhada pela comissão é a situação em que vivem os pacientes de doenças psicossomáticas no Maranhão. Denúncia feita pela deputada Eliziane Gama (PPS), dá conta que os pacientes - internos infratores que apresentam doença mental - vêm sofrendo abusos e maus tratos. Ela também denunciou as péssimas condições das clínicas psiquiátricas que recebem pessoas que cumprem medidas de segurança. “A comissão vai acompanhar isso de perto. Essa é uma questão que tem que ser levada a sério e precisa ser tratada com muito cuidado”, assegurou Dr. Pádua.


Durante a sessão da última quarta-feira, o presidente Arnaldo Melo (PMDB), sugeriu que as Comissões de Saúde e de Direitos Humanos trabalhem em conjunto que a o Legislativo possa interferir no sentido de implementar política pública junto à Secretaria de Estado da Saúde para melhorar a condição desumana dos pacientes de patologias psicossomáticas no estado do Maranhão.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Caso tamyres

Com o objetivo de apurar as circunstâncias da morte da jovem Tamires Pereira Vargas, 19, os membros da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Assembleia Legislativa desembarcam, na próxima quinta-feira (24), nos municípios de Porto Franco e Campestre.


A decisão de visitar as duas cidades foi tomada nesta quinta-feira (17), durante audiência pública na qual os deputados (integrantes e não integrantes da referida Comissão) ouviram os depoimentos da dona-de-casa Josefa da Silva Vargas, mãe de Tamires, e de uma amiga da jovem, que preferiu não revelar o nome.


“Iremos visitar as delegacias das duas cidades, conversar com os delegados, policiais e presos e também ouvir a comunidade. Nosso interesse é esclarecer os verdadeiros motivos da morte desta jovem, que foi assassinada no último dia 08, Dia Internacional da Mulher. Além disso, nós, deputados e deputados, queremos chamar a atenção das autoridades para o número de mortes registradas dentro de unidades prisionais. Somente este ano, já foram onze ”, explicou a presidente da Comissão, deputada Eliziane Gama (PPS).


Segundo informações da Polícia Civil, Tamires Pereira Vargas, que residia em Campestre, foi encontrada morta dentro de uma cela da delegacia de Porto Franco.


Ainda segundo a Polícia, a jovem teria recorrido ao suicídio, versão contestada pela mãe e pela amiga de Tamires. “A Tamires não sofria de depressão. Era uma jovem normal, feliz e que adorava a vida. Não consigo conceber esta versão dando conta de que a minha filha se suicidou”, afirmou Josefa da Silva.


A amiga da jovem contou alguns detalhes que antecederam o fato. Disse que encontrou Tamires na noite de terça-feira de Carnaval na cidade de Campestre. Revelou que, até agora, não consegue entender os motivos que levaram quatro policiais militares a prenderem Tamires e colocarem a mesma dentro da viatura. “Aconteceu uma briga e os policiais jogaram spray de pimenta. Eu e ela, é bom frisar, estávamos longe desta confusão. A Tamires ficou com os olhos irritados e, por isso, fomos a um posto de saúde. Depois retornamos para a festa. Num determinado momento percebi que os quatro policiais estavam ao redor dela. Saí rapidamente do local e quando retornei eles [policiais] já tinham prendido minha amiga. Cheguei a falar com ela dentro da viatura. Ela apenas gritava. Os policiais levaram ela para a delegacia de Campestre, onde não foram atendidos pelo delegado que, segundo os próprios policiais, estava dormindo. Foi aí que eles [policiais] a levaram para a delegacia de Porto Franco. Só no outro dia que soube que ela havia morrido. Não consigo acreditar nesta versão de suicídio. Tamires era uma ótima mãe [ela tinha uma filha de dois anos] e adorava a vida”, contou.


Os deputados Marcelo Tavares (PSB), Bira do Pindaré (PT – vice-presidente da Comissão), Eduardo Braide (PMN), Váleria Macedo (PDT), Vianey Bringel (PMDB), Carlinhos Amorim (PDT), Léo Cunha (PSC), Edson Araújo (PSL) e Antônio Pereira (DEM) também foram unânimes ao defender uma apuração mais severa acerca dos fatos que envolveram a morte de Tamires.


“As versões dadas pela mãe e amiga da Tamires só reforçam a tese de que esta Casa precisa investigar este caso. Apurar as responsabilidade e trabalhar para que os culpados, caso existam, sejam punidos”, avaliou Bira do Pindaré.


Marcelo Tavares voltou a defender a instalação de uma CPI do Sistema Carcerário. “A Comissão Parlamentar de Inquérito terá prerrogativa de investigar não apenas o caso Tamires, mas também todas as outras mortes ocorridas em unidades do sistema prisional. É preciso que esta Casa dê uma resposta a todas estas famílias”, disse.

ULTIMAS NOTICIAS

POLICIA

Operação prendeu em São Luís integrantes da quadrilha que realizou o famoso assalto ao Banco Central de Fortaleza, uma era da banda cearense Brasas do Forró.


Foram presos na noite desta quinta-feira dois dos assaltantes mais procurados do Estado do Ceará. De acordo com informações preliminares um homem identificado como Alex, foi preso quando estava levando a namorada Carliane, integrante da banda de forró cearense Brasas do Forró. Eles estavam foragidos e são acusados de envolvimento no conhecido caso do assalto ao Banco Central do Ceará.

Alex estava sendo procurado pela Polícia de Frotaleza no Maranhão desde o dia 5 de fevereiro. Foi realizada uma operação conjunta da Polícia Militar e Civil dos dois estados para a captura dos envolvidos.
Eles permanecem detidos na Superintendência Estadual de Investigação Criminal. A Polícia ainda está realizando investigações para descobrir se há mais integrantes da quadrilha no estado.
Governadora anuncia encontro entre lideranças políticas municipais



POLITICA

A governadora Roseana Sarney recebeu no fim da tarde desta quinta-feira (17), no Palácio dos Leões, o prefeito de Itapecuru-Mirim, Antônio da Cruz Filgueira Júnior, o Júnior Marreca, que assume hoje a presidência da Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (FAMEM).

"É um jovem empreendedor, que tem experiência administrativa e eu tenho certeza que ele vai fazer uma boa gestão em parceria com o Governo do Estado", destacou a governadora.

Na oportunidade, a governadora anunciou ainda a realização de um encontro entre lideranças políticas municipais, que será promovido em até 15 dias. "Estamos propondo desde agora a realização de um seminário para trazermos todos os prefeitos do Maranhão e discutir as nossas prioridades, as nossas deficiências e as soluções para os problemas que atingem o nosso estado", contou.
De acordo com Júnior Marreca, o primeiro passo será estreitar laços com as prefeituras. "Vamos buscar a unidade entre os prefeitos. Fazer com que eles sintam, na Famem, um instrumento de reivindicação e de soluções de seus problemas e, é por isso, que a FAMEM precisa muito do apoio do Governo do Estado", ressaltou.

Comissão da AL investiga morte da jovem Tamires Pereira Viegas

Comissão da AL investiga morte da jovem Tamires Pereira Viegas
Ela apareceu morta dentro da cela da delegacia regional de Porto Franco, no dia 8 de março.

Imirante, com informações da TV Mirante
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Arquivo/Reprodução/TV Mirante
SÃO LUÍS - As investigações sobre a morte de Tamires Pereira Viegas, de 19 anos. Ela apareceu morta dentro da cela da delegacia da região Tocantina. Ontem (17), o caso começou a ser investigado, também, pela Assembleia Legislativa (AL). A Comissão de Direitos Humanos da AL está inconformada com os relatos oficiais divulgados até agora sobre a morte da jovem. Em entrevista à TV Mirante, a presidente da comissão, deputada estadual Eliziane Gama, afirmou que a morte é muito estranha. De acordo com ela, os relatos levam a acreditar que ela teria se matado, mas a comissão não acredita nesta versão.


Tamires Pereira Viegas foi encontrada morta na delegacia do município de Porto Franco, a 800 km de São Luís, na madrugada do dia 8 de março. A jovem tinha sido conduzida por policiais militares à delegacia poucos minutos antes de morrer, depois de ter se envolvido em uma briga generalizada numa festa de Carnaval, na cidade de Campestre. O delegado de Porto Franco teria afirmado que Tamires se enforcou.


Os deputados que compõem a Comissão de Direitos Humanos passaram toda a tarde de ontem ouvindo pessoas que tinham alguma ligação com Tamires. A primeira a ser questionada na audiência foi a mãe da garota. Dona Josefa, ainda visivelmente abalada pela perda da filha, preferiu não falar com a imprensa. No depoimento aos parlamentares, ela reafirmou: não acredita que a filha tenha se matado. Além da mãe de Tamires, a comissão ouviu uma amiga da jovem, que estava com ela no momento da confusão.


A colega de Tamires preferiu não ser identificada por ser uma das testemunhas ouvidas pela polícia durante o inquérito. Os parlamentares esperavam, ainda, tomar os depoimentos do delegado Jackson Farias, que recebeu Tamires na delegacia regional de Porto Franco, e do delegado Eduardo Cardoso, que preside a investigação. Nenhum dos dois compareceu.


Durante a reunião, os deputados tiveram acesso a várias fotos tiradas por parentes de Tamires que trazem supostas evidências de espancamento. Joelhos, pernas, pescoço e braços da jovem tinham hematomas.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Direto da Assambléia

presidente da Assembleia Legislativa, deputado Arnaldo Melo (PMDB), lamentou a situação degradante dos pacientes de doenças psicossomáticas em todo o país. A manifestação foi em seguida ao pronunciamento da deputada Eliziane Gama (PPS), que denunciou abusos e maus tratos sofridos por internos infratores que apresentam doença mental no Maranhão, bem como péssimas condições das clínicas psiquiátricas que recebem pessoas que cumprem medidas de segurança estado.

De acordo com Arnaldo Melo, a situação é realmente muito grave em todo o país, e não apenas no Maranhão. “É degradante o quadro até pelo apoio que o Sistema Único de saúde dá”, afirmou.

Arnaldo sugeriu que a Comissão de Saúde e a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia façam um relatório para que a o Legislativo possa interferir no sentido de implementar política pública junto à Secretaria de Estado da Saúde para melhorar a condição desumana dos pacientes de patologias psicossomáticas.