Sindicato acusa governo de tentar 'judicializar' greve dos professores
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20 de março de 2011 às 11:57
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Por zermanio almeida
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Maranhão (Sinproesemma), Júlio Pinheiro, acusa o Governo Roseana de tentar “judicializar e politizar” a greve dos professores, por haver conseguido liminar do desembargador Marcelo Carvalho, que considera ilegal a paralisação da categoria. “Queremos reafirmar que a greve continua. Oficialmente, o sindicato sequer foi notificado. E quando for, vai recorrer e mostrar a incoerência dessa decisão do desembargador Marcelo Carvalho”, garante o sindicalista.
Pinheiro acusa também a Secretaria de Educação do Estado de má vontade no processo de negociação com a categoria e na aplicação do Estatuto do Educados. “Percebe-se uma grande má vontade do governo em aprovar e aplicar um Estatuto do Educador, que inclua os funcionários de escola e siga a Lei do Fundeb”, afirma. Diz ainda que o governo não deseja negociar de verdade com a categoria.
“Desde que a governadora Roseana Sarney assumiu, em abril de 2009, o Sinproesemma procurou reabrir o debate que já travava com o governo sobre as mudanças no Estatuto da categoria. Esse processo foi feito até o segundo semestre do ano passado. Mas o governo empurrou com a barriga e não encaminhou o projeto do Estatuto do Educador à Assembleia Legislativa, muito menos incluiu na previsão orçamentária deste ano. Até mesmo as emendas apresentadas para assegurar foram rejeitadas pela base governista a partir de orientação palaciana. No início deste ano, o governo propôs aprovar a Lei, mas somente aplicá-la a partir de 2012, em quatro etapas anuais. A última proposta foi a de cumprir o novo Estatuto a partir de outubro com reajuste na tabela salarial de 10%. O Sinproesemma defende a aplicação a partir de março deste ano com recomposição de 25% nos salários”, conta
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