sexta-feira, 18 de março de 2011

Comissão da AL investiga morte da jovem Tamires Pereira Viegas

Comissão da AL investiga morte da jovem Tamires Pereira Viegas
Ela apareceu morta dentro da cela da delegacia regional de Porto Franco, no dia 8 de março.

Imirante, com informações da TV Mirante
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Arquivo/Reprodução/TV Mirante
SÃO LUÍS - As investigações sobre a morte de Tamires Pereira Viegas, de 19 anos. Ela apareceu morta dentro da cela da delegacia da região Tocantina. Ontem (17), o caso começou a ser investigado, também, pela Assembleia Legislativa (AL). A Comissão de Direitos Humanos da AL está inconformada com os relatos oficiais divulgados até agora sobre a morte da jovem. Em entrevista à TV Mirante, a presidente da comissão, deputada estadual Eliziane Gama, afirmou que a morte é muito estranha. De acordo com ela, os relatos levam a acreditar que ela teria se matado, mas a comissão não acredita nesta versão.


Tamires Pereira Viegas foi encontrada morta na delegacia do município de Porto Franco, a 800 km de São Luís, na madrugada do dia 8 de março. A jovem tinha sido conduzida por policiais militares à delegacia poucos minutos antes de morrer, depois de ter se envolvido em uma briga generalizada numa festa de Carnaval, na cidade de Campestre. O delegado de Porto Franco teria afirmado que Tamires se enforcou.


Os deputados que compõem a Comissão de Direitos Humanos passaram toda a tarde de ontem ouvindo pessoas que tinham alguma ligação com Tamires. A primeira a ser questionada na audiência foi a mãe da garota. Dona Josefa, ainda visivelmente abalada pela perda da filha, preferiu não falar com a imprensa. No depoimento aos parlamentares, ela reafirmou: não acredita que a filha tenha se matado. Além da mãe de Tamires, a comissão ouviu uma amiga da jovem, que estava com ela no momento da confusão.


A colega de Tamires preferiu não ser identificada por ser uma das testemunhas ouvidas pela polícia durante o inquérito. Os parlamentares esperavam, ainda, tomar os depoimentos do delegado Jackson Farias, que recebeu Tamires na delegacia regional de Porto Franco, e do delegado Eduardo Cardoso, que preside a investigação. Nenhum dos dois compareceu.


Durante a reunião, os deputados tiveram acesso a várias fotos tiradas por parentes de Tamires que trazem supostas evidências de espancamento. Joelhos, pernas, pescoço e braços da jovem tinham hematomas.

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