segunda-feira, 14 de março de 2011

Caso Tamires: Protesto em Campestre-MA

Caso Tamires: Protesto em Campestre-MA
por Edilson Júnior

Bom noite Frederico,

Gostaria de descrever a situação que nossa cidade está passando desde o caso da morte da garota Tamires encontrada morta dentro da delegacia de Porto Franco.

Na terça-feira de carnaval por volta das 3:oo hrs, o policial militar conhecido por SOARES, prendeu a jovem garota Tamires e usou de força excessiva, pegando ela pelo pescoço e jogando com força pra dentro do camburão da PM, do modo em que ela caiu, ficou, e não se levantou mais, em seguida eles demoraram cerca de 15 minutos pra conduzir ela pra delegacia de Porto Franco – MA. Toda essa situação foi presenciada por mim e mais 30 ou 40 pessoas que ali estavam presente.

Ao amanhecer ele avisaram a família, dizendo que ela foi presa e que tinha se suicidado com uma corda na delegacia. “Uma jovem garota que tinha planos, iria embora logo em seguida ao carnaval para Goiânia estudar. Fica totalmente descartada a situação de suicídio”.

No dia ontem, 11 de Março às 17 horas a população de Campestre revoltada organizou um protesto com destino a delegacia da cidade, faltando poucos metros a policia militar, junto a Força tática e o GOE atiram bala de borracha e bala de efeito moral contra a população, que revoltada atiram pedra contra policiais e viaturas. Os manifestantes atearam fogo em pneus na BR-010 e tentara interditar a pista, mas não conseguiram.

Quando a situação estava praticamente sob controle a policia praticou atitudes de abuso de poder. Andaram de porta em porta de pessoas que apenas presenciavam as manifestações, mandando fechar as portas através de violência e palavrões como: fecham as porta filho da puta, vagabundo. Sob o comando do Coronel Brito as tropas invadiram casa, atiraram contra pessoas inocentes, andaram toda cidade mandando as pessoas evacuarem seus terreiros e entrar pra dentro de casa, caso não ocorresse era recebido a tapas e pontapés.

A família do vereador Amarildo e do prefeito foram insultados, inclusive o vereador e seu irmão foram chamados de vagabundo e ordenado ir pra casa. A família do vereador suplente: Jailson também foi agredida, ele levou um tiro na perda e seu pai foi violentado dentro de sua residência pelo GOE que ainda queriam levar sua moto. Funcionários da Usina Hidrelétrica de Estreito sofreram agressão logo após descerem do ônibus mesmo estando fardados.

Ao total foram presos cerca de 15 pessoas, sendo dois de menores e um deficiente mental que é meu conhecido disse que foi agredido dentro da delegacia e os hematomas que estão espalhados pelo seu corpo mostra a verdade de suas palavras.

400 reais era a fiança que os familiares tinham que pagar para ser liberado, o porém é que ele prendiam quem estivessem na frente, não importando ser protestantes, espectadores ou vândalos.

Hoje o que vemos na cidade são pessoas comentando sobre a violência do GOE e FORÇA TÁTICA, que são policias despreparadas para esse tipo de situação. Policias que não tiveram um pouco de respeito por pessoas que não participaram de protestos mais que pagaram da mesma forma que os demais participantes. O que vemos são amigos e parentes feridos por soldados incompetentes abusaram da poder da farda.

O mais revoltante é que toda essa situação ocorrida e o Prefeito da cidade Emivaldo Macêdo estava em posto de gasolina bebendo sua cachaça como se nada estivesse acontecendo.

Nossa cidade esta uma calamidade pública, as ruas esta se desmanchando em buracos, não temos uma obra se quer, pagamentos de funcionários atrasados e ainda presenciar a policia que tem a função de nos proteger, agir contra a população dessa maneira.

Não é incomum que a GOE de Imperatriz tem a seguinte frase nos seus carros: “ Deus cria e nós mata”.

Já hoje foi totalmente diferente as pessoas se acalmaram e a policia enviou um carro de som pela cidade para pedir que elas não saíssem de suas casas para protestar, e que não usassem de violência, pois violência gera violência, ou seja através dessa mensagem deram ultimato para população, todos sabem que protesto pode ser feito em qualquer lugar e hora desde que seja pacifico.

Andando pela cidade e apurando os ocorridos, vi pessoas indignadas, famílias que tiverem seus parentes detidos injustamente e pessoas que apanharam muito desses ditadores.

Vi idosos se reclamando, que dentro de suas casas apanharam e foram obrigados a fechar suas portas, vi mulheres que mesmo com a lei Maria da Penha a seu favor apanharam. Vi comerciantes apanhando dentro de seus estabelecimentos e chamados de vagabundos. Vi adolescentes que em frente suas residências ficaram roxo de pancada.

Ontem o toque recolher era obrigatório e quem não obedecessem era espancado. Ficaram que nem loucos andando pela cidade e quem tivessem em frente suas residências tinham que entrar correndo pra dentro de casa, como se estivesse fugindo de ladrões ou traficantes.

O vereador Amarildo Macedo foi agredido verbalmente, chamado de vagabundo e o vereador Alano Barbosa foi agredido dentro de suas residência por uma bala de borracha em sua perna a queima roupa.

Vizinhos da delegacia ouviram um soldado do GOE em tom de deboche dizer: “isso vai ficar na história de Campestre”. É bem provável que hoje tenha toque de recolher novamente, pois eles informaram que não vão embora e estão com medo de haver novas manifestações a noite.

A autoridade máxima da cidade o Prefeito Emivaldo Macedo ligou para o ex-presidente da câmara, o vereador e primo dele Amarildo Macedo perguntando o que fazer, pois ele não sabia como agir porque estava bebendo com sua comissão de secretários, e ainda por cima escondeu seu carro atrás do posto onde estava bebendo.

Não posso deixar de ditar que a Mirante edita a reportagem para dar vantagem a PM, junto com o repórter Nardele policias dão entrevista como se fossem vitimas, mas não relata o abuso de poder dos mesmos.

Foi um prazer detalhar a situação de calamidade em que nossa cidade se encontra e fico prazeroso em você editar e relatar os fatos.

Entenda o caso:
Sistema prisional falido: jovem de 21 anos morre em Delegacia de

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