12 de julho de 2011 às 16:49
Os deputados federais Domingos Dutra (PT) e Francisco Escórcio (PMDB) protagonizaram na segunda-feira (11), no Plenário da Câmara, um entrevero verbal que por pouco não descamba para as chamadas “vias de fato”.
Tudo começou quando Dutra discursava fazendo suas habituais críticas à oligarquia Sarney, centrando fogo particularmente na área de Segurança Pública e destacando que o Maranhão tem 80 municípios sem delegado de polícia. “A máquina de escrever é do século passado, onde o escrivão usa um dedo na tecla e o outro para puxar o papel com carbono emperrado”, afirmou o petista.
“Chiquinho” – como é mais conhecido Escórcio –estava em seu gabinete no 8º andar e resolveu descer ao plenário para rebater as críticas de Dutra, dizendo que ele agora criticava a segurança pública maranhense, mas não se pronunciou durante o episódio ocorrido em abril de 2008 em que Escórcio foi preso pelo delegado Rodson Almeida por “desacato” e “resistência à prisão”, após ameaçar o diretor geral do Jornal Pequeno Lourival Bogéa no hall de um hotel de São Luís.
Domingos Dutra retrucou: “Eu discuto com o dono da fazenda [o senador José Sarney]. Eu não estou aqui para conversar com jagunço nem com vaqueiro. Estou aqui para discutir com o dono da fazenda que, infelizmente, desgraçou o Maranhão”.
Chiquinho, então, descontrolado, tentou partir para cima do petista, tendo de ser contido pelos seguranças da Casa. Saiu berrando impropérios e palavrões a Dutra. “Jagunça é a sua mãe. Sarney é meu papai. Se você xinga meu papai eu xingo a sua mamãe” foi uma das poucas frases publicáveis proferidas pelo peemedebista.
Para justificar mais esse “piti” em público, Chiquinho afirmou a um blog que aceita a “a crítica política”, mas não a “ofensa baixa e pessoal” de Dutra contra seu “papai” Sarney
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